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Repensar a integração na coleitividade das pessoas que vivem com problemas de Saúde Mental

Repensar a integração na coletividade das pessoas que vivem com problemas de Saúde Mental. Por uma atitude cidadã de reflexão e ação.

Canadá, Quebec

Equipe de Pesquisa :

Marie-Laurence Poirel, doutora, Universidade de Montreal ; Michèle Clément, doutora, CSSS Vieille-Capitale ; Jean Gangné, doutor, TÉLUQ ; Lourdes Rodrigues del Barrio, doutora, Universidade de Montreal ; Raymond Beaunoyer, RRASMQ ; Maryse Bouffarc, CTR de Nemours ; Jean-Nicolas Ouellet, CAMÉÉ ; Sally Robb ; Brigitte Souce, Le Pavois ; Nancy Gagnon, Maison Jacques Ferron ; Christiane Germain, La Parentrie ; Sylvain Dubé, Le Rivage, estudante de pós-graduação, Escola de Serviço Social, Universidade de Montreal.

 Financiamento : FQRSC (2012-2014) e CRSH

 As políticas e os programas de saúde mental evocam, a partir de agora, o projeto de uma reintegração na coletividade das pessoas vivendo com problemas importantes de saúde mental, ou 'participação ativa da vida em sociedade' (MSSS, 2005). No entanto, muitas pessoas vivem na coletividade sem fazerem parte da mesma. Este tipo de constatação pede uma problematização mais potente do que significa a integração na coletividade e as condições que ela supõe. Um conjunto de forças, de mecanismos ao mesmo tempo ideológicos e simbólicos (concepções e representações coletivas), interacionais (relação entre atores e grupo de atores), institucionais (programas e políticas sociais) e estruturais (situação da economia nacional e do mercado de trabalho) parecem se conjugar, formando, assim, um entrelaçamento complexo de barreiras dentro do campo da saúde mental, bem como fora do mesmo. Esta pesquisa centra-se no obstáculo à integração e se interessa, mais particularmente, à articulação entre as barrerias simbólicas e àquelas que surgem de outras dimensões (materais, interacionais, institucionais, estruturais). Ela deseja esclarecer esta dinâmica através da solicitação de diferentes pontos de vista dos atores do campo da saúde mental.

Objetivos de pesquisa:

 O objetivo geral desta pesquisa é de compreender melhor as condições de realização de uma integração mais ampla na coletividade das pessoas que vivem com importantes problemas de saúde mental, e as barreiras que surgem a este respeito, com o objetivo de contribuir para identificar as estratégias que apoiarão os processos de integração destas pessoas.

Contribuições e Resultados:

  • Revisão do conceito de integração na coletividade das pessoas que vivem com problemas importantes de saúde mental, que leva em consideração a responsabilidade coletiva, a complexidade e a diversidade dos fenômenos implicados, a singularidade das trajetórias individuais e a experiência dos diferentes atores;

  • Aprofundamento de práticas diversificadas que tentam contrapor os processos de marginalização e o apoio à integração.

 

 

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