ARUCI-SMC
Ozu82, crayon graphite, 8x11 [pt]
Os seminários nacionais e internacionais são um espaço privilegiado de participação, troca e reflexão entre todos os membros da aliança, sejam eles cidadãos, pesquisadores, profissionais de saúde ou estudantes. (pesquisador da ARUCI-SMC)
Você está aqui: Inicio > Projetos > As políticas, serviços e práticas de saúde mental - Eixo 2 > O agente comunitario de saude como força motriz da desinstitucionalização

O agente comunitario de saude como força motriz da desinstitucionalização

'A vida da gente como Agente' - PARA BAIXAR

O agente comunitario de saude como força motriz da desinstitucionalização 
Brasil

Equipe de pesquisa

  • André Luis Leite de Figueirêdo Sales – mestrando do PPG de Psicologia Social e Institucional da UFRGS; Dra. Simone Mainieri Paulon – Prof.orientadora do PPG de Psicologia Social e Institucional da UFRGS

A pesquisa propõe uma investigação acerca das práticas operadas pelos agentes comunitários de saúde para investigar as competências que possam fazer com que tais práticas, ao integrarem a rede de atenção em saúde mental, se efetivem na direção da consolidação da reforma psiquiátrica brasileira. Competência é entendida aqui como a capacidade de enfrentar situações e acontecimentos próprios de um campo profissional, com iniciativa e responsabilidade, segundo uma inteligência prática sobre o que está ocorrendo e com capacidade para coordenar-se com outros atores na mobilização de suas capacidades. O estudo teve como foco um grupo de agentes comunitários de saúde que atuam em 19 equipes da estratégia de saúde da família no município de Porto Alegre. O recorte da pesquisa justifica-se pela necessidade de estratégias de formação em saúde que contribuam com o reordenamento dos modos de cuidado em saúde mental, já que, tanto a política de saúde mental quanto a política de atenção básica vigentes no Brasil, demandam competências ainda distantes de muitos dos trabalhadores que integram a rede saúde no país. As ações territorializadas, pautadas por diretrizes de promoção de saúde e humanização da atenção e gestão do SUS, impõem-se como necessárias aos avanços da consolidação do SUS e da reforma psiquiátrica. Diante de tal cenário,  temos como objetivo geral investigar quais competências as práticas dos agentes comunitários de saúde mobilizam e que efeitos produzem para a desinstitucionalização da loucura.  Para isso, apresentamos como objetivo específico o levantamento das estratégias de cuidado em saúde mental desenvolvidas pelos ACS, identificando quais competências  elas permitem atualizar ; discussão da presença ou não de efeitos de desinstitucionalização da loucura que possam decorrer do uso dessas competências a experimentação de uma metodologia pedagógica capaz de potencializar o uso  das competências que produzam efeitos desinstitucionalizantes.  Na investigação dessa questão, utilizamos o aparato metodológico da análise institucional, em uma perspectiva de pesquisa-intervenção, lançando mão de ferramentas como entrevistas semi-estruturadas, diário de campo do pesquisador e oficinas de formação permanente em saúde.

Objetivos de pesquisa:

Geral:

  • Investigar quais competências as práticas dos agentes comunitários de saúde mobilizam e que efeitos produzem para a desinstitucionalização da loucura.

Específicos:

  • Levantamento das estratégias de cuidado em saúde mental desenvolvidas pelos ACS, identificando quais competências  elas permitem atualizar ;
  • Discussão da presença ou não de efeitos de desinstitucionalização da loucura que possam decorrer do uso dessas competências;
  • Experimentação de uma metodologia pedagógica capaz de potencializar o uso  das competências que produzam efeitos desinstitucionalizantes.

Contribuições e Prestações:

Como principal benefício, a pesquisa maior em que se insere esta pesquisa de mestrado pretende sensibilizar as equipes da atenção básica envolvidas com as especificidades do cuidado em saúde mental e oferecer, como produto específico ao público alvo de agentes comunitários de saúde, uma cartilha que trate, com linguagem clara e acessível ao público a que se destina, das questões trabalhadas nas Oficinas de educação Permanente. 

Esta pesquisa específica de autoria do mestrando e orientadora se insere em um projeto maior denominadoEstratégias de cuidado em saúde mental na interface com a atenção básica: o trabalho dos agentes comunitários de saúde nas equipes de saúde da família , que conta com a seguinte equipe:

Coordenação: Dra. Rosane Neves da Silva – Prof. do PPG de Psicologia Social e Institucional da UFRGS; Dra. Simone Mainieri Paulon – Prof.orientadora do PPG de Psicologia Social e Institucional da UFRGS; Dr. Henrique Nardi - Prof. do PPG de Psicologia Social e Institucional da UFRGS; Dra. Rosemarie Gartner Tschiedel  -  Professor do(a) Departamento de Psicologia Social e Institucional - Instituto de Psicologia

Alunos Envolvidos: André Luis Leite de Figueirêdo Sales – mestrando do PPG de Psicologia Social e Institucional da UFRGS; Carlos Augusto Piccinini  - Mestrando no PPG de Psicologia Social e Institucional da UFRGS; Gustavo Zambenedetti – Doutorando no PPG de Psicologia Social e Institucional da UFRGS.

Ferramentas e Formação:

O presente projeto encontra-se na 3ª fase de seu desenvolvimento, tendo já realizado o levantamento documental além de  grupos focais  e  oficinas de educação permanente  para os agentes comunitários de saúde. A próxima meta é produzir conjuntamente com os integrantes da Oficina uma cartilha acerca do tema desenvolvido na mesma – saúde mental na atenção básica - que possa ser usada pelos agentes comunitários de saúde como material multiplicador dos efeitos da pesquisa e norteador de futuras  ações junto ao território.

Bibliografia

SANTOS, L. P. G. S. dos; FRACOLLI, L. A.. O Agente Comunitário de Saúde: possibilidades e limites para a promoção da saúde. Revista  Escola Enfermagem USP, vol.44, n.1, pp. 76-83 2010.

SARACENO, B. Reabilitação psicossocial: uma estratégia para a passagem do milênio. In: PITTA, A. (Org.).Reabilitação psicossocial no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 13-18.

STARFIELD, B. Atenção Primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO-Ministério da Saúde, 2002

TOMAZ, J.B.C. O agente comunitário de saúde não deve ser um “super-herói”.Interface- Comunicação, Saúde, Educação. 6 (10):84-87,  2002.

Trapé, T. L. . O agente comunitário de saúde e a saúde mental: faces e interfaces Dissertação de Mestrado apresentada na  Faculdade de Ciências Médicas  Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2010.

YASUI, S. Rupturas e encontros: desafios da reforma psiquiátrica brasileira. Rio de Janeiro, Editora Fiocruz, 2010. 

Todos os direitos reservados © 2011, Saúde Mental e Cidadania