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Pesquisa avaliativa de saúde mental: instrumentos para a qualificação da utilização de psicofármacos e formação de recursos humanos

Pesquisa avaliativa de saúde mental: instrumentos para a qualificação da utilização de psicofármacos e formação de recursos humano
Brasil

Equipe de pesquisa 

  • Profa. Dra. Rosana Onocko Campos, DMPS/FCM/Unicamp. Grupo Saúde coletiva e Saúde mental: interfaces; Profa. Dra. Analice de Lima Palombini, Universidade Federal do Rio Grande do Sul  ; Prof. Dr. André do Eirado Silva, Universidade Federal Fluminense ; Prof. Dr. Eduardo Passos, Universidade Federal do Rio de Janeiro; Profa. Dra. Erotildes Maria Leal, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Prof. Dr. Octávio Domont De Serpa Jr, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro ;
  • Estudante e agentes de pesquisa : Sabrina Stefanello; Alberto Rodolfo Manuel; Giovanello Diaz; Deivisson Viana Dantas dos Santos; Laura Lamas Martins Gonçalves; Luciana Togni de Lima e Silva Surjus; Sandro Eduardo Rodrigues; Bruno Ferrari Emerich; Cecília de Castro Marques; Jane Kelly Oliveira Silva; Júlia Florêncio Carvalho Ramos; Marília Silveira.
  • Colaboradores: Adriana Hashem Muhammad; Ariane Cristine Custodio dos Santos; Christian Sade Vasconcelos; Cristiane Gonçalves da Rocha; Elizabeth Sabino dos Santos; Fernando Medeiros; Julio Cesar dos Santos Andrade; Larry Fernando Diedrich; Luana Ribeiro Borges; Luciano Marques Lira; Maria Gabriela Curubeto Godoy; Maria Regina do Nascimento; Michele da Rocha Cervo; Nilson Souza do Nascimento; Renato Ferreira Felix de Oliveira; Ricardo Lugon Arantes; Roberto do Nascimento; Sandra Maria Scmitz Hoff; Thais Mikie de Carvalho Otanari.

Esta é uma pesquisa avaliativa e participativa. Ela se volta aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), em três cidades brasileiras, envolvendo quatro universidades públicas pretendendo cobrir uma variedade de cidades de diferentes trajetórias culturais e com percursos diferentes de suas próprias redes de saúde. Tivemos como objetivos traduzir, adaptar e testar, em CAPS das três cidades, o Guia pessoal da gestão autônoma da medicação (GAM), instrumento desenvolvido no Canadá para pacientes com transtornos mentais graves; e avaliar o impacto desse instrumento na formação de profissionais de saúde mental. Para tanto realizamos grupos de intervenção com usuários com transtornos mentais graves utilizando o Guia. Recorremos à técnica de grupo focal e entrevista semi-aberta, para levantar o material empírico com residentes de psiquiatria e multiprofissionais de saúde mental, gestores, trabalhadores, usuários e familiares dos usuários participantes dos grupos, transformando as transcrições em narrativas por extração de seus núcleos argumentais. Traduzimos, adaptamos, testamos o Guia para a realidade brasileira, estando no momento fazendo a sua validação em um CAPS no Rio de Janeiro. Desenvolvemos experiências inovadoras de formação de profissionais para os serviços públicos de saúde mental, através das quais os residentes puderam experimentar o valor da palavra do usuário e de sua relação com a experiência subjetiva.

Objetivos da pesquisa :

  • traduzir, adaptar e testar, em CAPS (Rio de Janeiro/RJ, Novo Hamburgo/RS e Campinas/SP) o Guia pessoal da gestão autônoma da medicação, instrumento desenvolvido no Canadá para pacientes com transtornos mentais graves;
  • avaliar o impacto desse instrumento na formação de profissionais de saúde mental (psiquiatras e profissionais não-médicos).

Contribuições e benefícios : 

  • Como resultado o Guia pessoal da gestão autônoma da medicação foi adaptado e será validado para a realidade brasileira. Também se desenvolveu experiências inovadoras de formação de profissionais para os serviços públicos de saúde mental. Essas pessoas em formação puderam experimentar o valor da palavra do paciente e de sua relação com a experiência subjetiva. A possibilidade de contar com um recurso desse tipo permitiu também melhorar o julgamento crítico dos usuários quanto a sua medicação e fomentar o diálogo desses com seus prescritores sobre o tipo de vida que estão dispostos a levar e qual o lugar que desejam dar nela ao medicamento.
  • Além disso, a pesquisa contribuiu para o fortalecimento dos grupos de pesquisa das quatro instituições de ensino envolvidas no projeto, potencializando a formação dos pesquisadores e usuários membros dos grupos.

Ferramentas de treinamento :

Guia Pessoal da Gestão Autônoma da Medicação – GGAM (já feito) e o Guia do Operador (em andamento).

Referências Bibliográficas

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